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  Estudo
 
 
CRUZANDO FRONTEIRAS (MISSIOLOGIA)
 

CRUZANDO FRONTEIRAS

A missionária Keley Permino descreveu algumas de suas experiências na Guiné. Um dos momentos mais agradáveis é a refeição, onde todos da casa se assentam ao redor de uma grande bacia que contém arroz bem cozido com molho em cima.  Todos comem com as mãos, mas é importante indicar que o comer (aparentemente um ato simples) possui fronteiras.

O mundo cada vez mais globalizado propõe um relacionamento sem fronteiras. Isso se aplica a missões? Como superar fronteiras culturais? Talvez seja melhor perguntar como é possível respeitar as fronteiras e superá-las como se não existissem? Há diversas barreiras que precisam ser vencidas para alcançar o povo Sussu.

 

BARREIRA LINGÜÍSTICA

 

A língua falada na Guiné é o francês, mas a missionária se recusou a se comunicar nesta língua. Dedicou-se a estudar oito horas por dia a língua Sussu. Passou muitas tardes no Marché (tipo de feira livre). Este primeiro tempo de aprendizado foi onde ela precisou enfrentar o modo sussu de encorajar, pois eles criticam e riem da pessoa que está aprendendo com o objetivo de fazê-la aprender mais rápido. Após nove meses ela conseguiu se comunicar em sussu. É apenas o começo porque ela consegue falar, mas falar sem erros é ainda um desafio. Esse processo bem sucedido de aprendizado ocorreu com o apoio de colegas que já estavam no campo, entre outras colaborações.

 

BARREIRA CULTURAL

 

A missionária desejou passar uns dias na ilha para conhecer mais de perto a cultura sussu. O local ficava longe de diversas comodidades consideradas básicas como telefone, luz elétrica, água encanada, supermercados, hospitais. Foi uma boa oportunidade de perceber a cultura dos Sussus. Aliás, eles vivem em regime de poligamia, principalmente em aldeias como esta onde ela estava. Há muitas famílias numerosas por conta disso. Filhos e esposas são considerados como mais uma força de trabalho. No entanto algo sério aconteceu. Uma senhora que também visitava esta família participou de uma calorosa discussão. Acalmados os ânimos, ela descobriu que ela era o motivo da discussão. A senhora estava discutindo porque queria ser a terceira esposa daquele homem e pensou que a missionária estava disputando o mesmo lugar. "Nem sempre o que se vê pode ser interpretado pelos nossos próprios olhos culturais. Uma simples visita pode significar mais que uma visita.? Assim como este fato, existem tantos outros contextos e "códigos? que só um Sussu pode assimilar.

Outro fator importante é que o estrangeiro sempre é considerado superior pelos sussus, uma vez que, esta cultura foi imposta por conta da colonização. Por esta razão se faz necessário saudar e cumprimentar um líder de modo respeitoso e reverente. O mais relevante neste processo de conhecimento e envolvimento com os Sussus é estar disponível para ser vulnerável em todos os aspectos e se comportar sempre humildemente como aprendiz.

 

BARREIRAS RELIGIOSA E DE ESTRUTURA SOCIAL

 

É possível observar os aspectos religiosos e sociais, que em qualquer cultura são extremamente complexos, pois existem fatores econômicos, políticos e sociais que moldam as sociedades ao longo de décadas. Deste modo é difícil a compreensão de questões que regem as civilizações, tornando-as por vezes impenetráveis.

Deste modo, fica subentendido que não pode haver uma ruptura com a cultura local. Devemos nos valer desta estrutura para assim incutirmos o evangelho. Consideremos um exemplo: numa sociedade patriarcal, quando há conversão do pai, todos passam a seguir as suas nova convicções. Assim vemos que é preciso aproveitar os hábitos alimentares, o vestuário, o apego a allah (deus) e à sua palavra.

Não obstante as barreiras religiosas e o apelo ao islã e seus costumes, devemos todavia  aproveitar o conhecimento sobre o que eles tem de mais precioso, dentro dos seus ritos, além de outras atitudes como a oração, os traços de Jesus no Corão e utilizar essas aberturas para anunciar Cristo. Contudo é mister abandonar nossa cultura e preceitos para nos contextualizar à realidade local. É desta forma que pode-se usar como ponte para o evangelho a religiosidade e a cultura, sem que hajam conflitos familiares e de outras ordens.

O foco não deve ser em nenhum momento, sobre os preceitos ocidentais, mas traçar como alvo superar as dificuldades que cada um tem de assimilar Cristo. Entender quais são as principais limitações.

 

BARREIRA ESPIRITUAL

 

Tem acontecido com missionários e suas famílias no mundo mulçumano ataques espirituais. O desânimo aparece diante de tão grande desafio. Constantemente as mesquitas emitem sons que parecem lembrar a urgência de evangelizar e alcançar todo este povo. Sabemos que é o Espírito Santo que pode convencer o homem do pecado. A oração é fundamental neste processo. Intercedemos pedindo Sua ação e forças para permanecermos firmes.

 

Para Deus não há fronteiras ou barreiras que Ele não possa vencer. Ele ama a todos nós de igual modo.

Bendito seja o Senhor da seara.


(Resumo escrito por Manoel Messias e Roberto Teles da Silva, dezembro, 2006)




 
 
 
 
 
 
 
 
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